Unidade de Descontaminação
UD-600



Unidade de Descontaminação
UD-300



   
 
1.1. Unidade móvel
 

   
 
1.2. Unidade fixa no teto
 

   
 
1.3. Unidade fixa no forro
 

 
 
 
1.4. Usando acessórios - instalação externa
 

 
 
 
2. Insuflamento de ar limpo. Neste caso, as unidades Clean Air têm a função de pressurizar o ambiente com ar limpo. Quanto maior o número de trocas de ar por hora, melhor será a qualidade do ar interior.
Instaladas em uma ante-sala ou forro, captando o ar e insuflando na sala desejada.
 

 
 
 
3. Exaustão em locais com risco de contaminação.
Tais como quartos de pacientes com doenças infectocontagiosas, salas de autópsias, salas de produção de defensivos agrícolas, etc.
Instaladas na própria sala ou externamente, captando o ar e exaurindo-o para ambiente externo.

 
 
Sistemas de Filtragem e Controle de Contaminação em Hospitais

Por Luciano Figueiredo

Este é um tema relativamente novo, porém cada dia que passa o controle de contaminação no ambiente hospitalar se torna mais importante.

Em nossa história, podemos dividir em três épocas muito distintas as construções hospitalares.

1. No início, o hospital era um local reservado para o tratamento de pessoas que sofriam de qualquer tipo de doença. A preocupação era com o espaço e com a facilidade de acesso de médicos, enfermeiros e pacientes. Nesta época, pouco ou quase nada se fazia para um efetivo controle da contaminação.

2. Após este período, entramos na era em que os hospitais estavam se transformando em um grande negócio. A principal preocupação era com o que chamamos de hotelaria. Toda a preocupação estava concentrada no visual, no conforto do paciente, no bem estar dos visitantes. Neste momento, a qualidade de atendimento teve um salto e o paciente não era mais encarado como apenas um doente que necessitava de cuidados. Ele era um cliente e seu bem estar era fundamental para o sucesso da instituição. Apesar do grande investimento em construções e reformas, pouco se investiu em controle da contaminação.

3. Nos dias atuais, ainda encontramos muitos hospitais preocupados com o bem estar de pacientes, funcionários, médicos e visitantes, porém a preocupação com o controle da contaminação está cada dia mais presente, e esta evolução é fundamental para o sucesso da medicina e do hospital. Hoje, quando nos deparamos com um projeto de construção ou reforma de um hospital, verificamos que a equipe não é mais formada apenas por engenheiros e arquitetos, a figura do médico e de enfermeiros é cada vez mais marcante.

Com a criação das CCIHs (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar), o controle de contaminação se tornou um assunto do dia-a-dia do hospital. O trabalho da CCIH é muito amplo e o controle de contaminação pelo ar é apenas um dos vértices de sua atuação. Como é de conhecimento de todos, em linhas gerais, a infecção hospitalar é causada em 60% dos casos pelas pessoas, 20% pelos materiais e instrumentos e apenas 20% pelo ar. Estes números podem sugerir que o ar não é um problema crítico e que existem outros pontos mais importantes que devem ser trabalhados. Esta é uma visão errada, temos que pensar que todos os pontos são importantes e que só conseguiremos obter sucesso se desenvolvermos um trabalho árduo e sério atacando todos os pontos. Outro fator que reforça a importância do tratamento do ar é o número de mortes que podem ser causadas e que poderiam ser evitadas caso este controle fosse feito de forma intensiva.

Quando falamos em sistemas de filtragem para instalações hospitalares não basta pensarmos apenas tecnicamente, temos que analisar a realidade do hospital, sua arquitetura, sua estrutura e a possibilidade de mudanças.

Além do sistema de filtragem, o estudo das pressões em cada ambiente é fundamental para o êxito do controle da contaminação. UTIs, salas cirúrgicas em que são realizados transplantes e salas de isolamento de pacientes imunodeprimidos são exemplos de ambientes em que a pressão positiva é fundamental. Deste modo, garantimos que contaminantes externos não tenham acesso ao local. Por outro lado, salas de isolamento de pacientes infectados com doenças infecto-contagiosas, expurgos, salas cirúrgicas em que são realizadas “cirurgias contaminadas” a pressão negativa é fundamental para garantir que o contaminante não se espalhe para o restante do hospital.

Em ambos os casos, a utilização de filtros HEPA é fundamental. Estes filtros têm eficiência mínima de 99,97% para partículas de 0,3 microns. Considerando que a contaminação hospitalar é, via de regra, bacteriana e que as bactérias têm seu tamanho variando de 0,3 a 1,5 microns, o filtro HEPA tem sua utilização justificada.

O sistema ideal tem sua concepção similar à de uma instalação de sala limpa. Neste caso, teremos um sistema de condicionamento de ar central, um sistema de pré-filtragem e filtragem fina na rede de dutos e, por fim, um filtro HEPA terminal. Este é um exemplo clássico de uma instalação em que iremos proporcionar pressão positiva na sala. Caso o local exija pressão negativa, o sistema de filtragem de exaustão deverá contemplar no mínimo um filtro fino e um filtro HEPA, sendo que a vazão de exaustão deverá ser maior que a vazão de insuflamento.

Como mencionei anteriormente, no início o controle de contaminação não era a grande preocupação, então o que fazer? Derrubar todos os antigos hospitais e construir novos? Todos sabem que isto é impossível e inviável. Em um país em que o déficit hospitalar ainda é um grande problema seria uma insanidade propor algo parecido. Realizar grandes reformas devido ao seu altíssimo custo normalmente é inviável. Então o que fazer? Temos um problema sem solução?

Nosso trabalho é estar sempre buscando e desenvolvendo novas tecnologias para solucionarmos o controle de contaminação. Algumas inovações já estão disponíveis e apresentam resultados surpreendentes e de altíssimo nível.

As Unidades de Descontaminação são exemplos de um equipamento extremamente versátil, que fornece um ar tratado de alta qualidade pois apresenta em seu sistema de filtragem um filtro HEPA terminal. Sua forma construtiva possibilita sua instalação recirculando o ar do ambiente, insuflando ar externo, proporcionando pressão positiva ou exaurindo o ar ambiente, propiciando pressão negativa. Esta é uma alternativa econômica e que possibilita uma melhora na qualidade do ar em todas as dependências do hospital.

Seu sistema de filtragem é baseado em três estágios:

1º Estágio - é composto de um pré-filtro com tratamento antimicrobiano, responsável pela captação de partículas grossas e por inibir a proliferação de microorganismos como ácaros, fungos e bactérias.
2º Estágio - é composto de filtro de carvão ativado responsável pela redução de odores e gases nocivos.
3º Estágio - é composto por um filtro HEPA responsável pela captação de microorganismos, como ácaros, fungos e bactérias. Este filtro além de reter estes microorganismos tem a função de inibir sua proliferação, uma vez que em sua composição encontramos um agente bacteriostático.

Aliado a este sistema de filtragem podemos ter, antes do filtro HEPA, um conjunto de lâmpadas germicidas. As lâmpadas germicidas são um acessório opcional pois, como sabemos, ela é uma fonte geradora de ozônio e este pode ser um contaminante dependendo do local em que o equipamento for instalado.

Estudos comprovam que ambientes que apresentavam de quinhentas mil e um milhão de partículas de 0,5 microns, após o ínicio da utilização das unidades de descontaminação tiveram uma redução do número de partículas em suspensão superior a 95%.

Muitas vezes, devido à arquitetura do prédio, criar pressão positiva não é possível. Porém, o resultado que obtemos com um projeto bem dimensionado utilizando unidades de descontaminação apenas recirculando é excelente.

Em salas de expurgo e salas de isolamento de pacientes infectados com doenças infecto-contagiosas a pressão negativa é fundamental, porém pressão negativa por si só não resolve o problema, uma vez que estaríamos apenas transferindo o problema de lugar. Aliado à pressão negativa, temos que ter um sistema de filtragem com filtro HEPA de forma a garantir que a contaminação não se alastre pelas dependências do hospital. No princípio, era comum se encontrar exaustores centrífugos, similares aos encontrados em cozinhas, fazendo a exaustão e proporcionando a “pressão negativa”, com isso apenas transferimos o problema de lugar.

Comprovando a versatilidade da unidade de descontaminação, esta unidade pode ser instalada tomando o ar do ambiente e descarregando este ar para o ambiente externo. Com isso, além de garantirmos a pressão negativa, garantimos que a contaminação não se alastre por todo o hospital.

A grande lição que tiramos de tudo isto é que a contaminação é uma constante em nossa vida e a cada dia vencemos batalhas, porém a guerra é interminável e um descuido pode pôr a perder todo um trabalho.


Luciano Figueiredo
Supervisor de Engenharia de Aplicação e Marketing
GRUPO VECO
luciano@veco.com.br

GRUPO VECO: Publicado em 5/2/2007


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